Generosidade da vida e cura das almas, da minha também. Amor leve, cheio de dengos e atento. Passado esticadinho a ferro a vapor, vivas lembranças de infância, cheiro de mãe e flores exóticas. Crianças na rua, a brincar. Conversa de amiga e música alegre. Sabedoria, filosofia, filme água-com-açúcar. Olhares de encanto. Vinho, cerveja, vodka, sem ressaca. Festa junina, fogueira, paçoca. Livros e sonhos bons. Mato, bolhas de sabão e papagaios. Vira-latas. As vitórias da vida sobre a morte e um pouco de morte pra me lembrar quem sou. E voce, sempre linda, alta e sábia nos seus ritmos, a me iluminar.
Obrigada, amém!
La mariposa ou mulher-borboleta encerra em si todas as possibilidades, muta e aquece, nutre e recebe. Quando a vida pede transformação, ela está adormecida. Cantei, ela acordou e estamos nos alimentando...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Faz chuva
Um dia lindo de outono e uma chuva de brincadeira, parecia. E nós ríamos, de nada e de tudo. De estarmos juntos. Às vezes é tão difícil sermos juntos. Quando conseguimos, o riso fica infantil e delicioso.
E esse cheiro de vida molhada, lavando nossos descontentamentos, aguando os pequenos delírios. Aconchego de quem te ama, de quem conhece suas sombras desde sempre. E naqueles momentos tudo bem, a chuva te deixa usufruir dos perdões mútuos.
Quantas pessoas morrem sem poder rir das escolhas tortas, sem poder sorrir quando o peso das mágoas desvanece. Ser o que se é tem a dor e claridade de se permitir viver como gostaria, apesar das pedras (e perdas) para se conseguir isso.
Era um calor por dentro, que eu não queria dormir. Não queria que acabasse, queria só ficar ali, junto, rindo, sendo.
Agora vou comprar um casaco vermelho, decidi, que é pra ver se carrego esse dia sempre comigo.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Ai, se 'sesse'
Queria escrever pra voce, de voce, quase queria escrever em voce.
Só tenho coragem pra isso, sem descrever muito, sem deixar pistas, voce é esperto.
Eu fico ensaiando te contar uns segredos, sobre o espaço que voce ocupou, e desfaço a fantasia. Como aquela mulher, que tecia de dia e desfazia à noite.
Voce tece uma colcha com a gente, desde o princípio. Homens não tecem colchas, acreditava eu, mas veio voce e fez uma que é um espanto de bonita. Voce me emaranha nela, me enrola toda e fica rindo com esses olhos amadeirados. Eu sei que voce sabe e gosta que seja assim. Eu gosto também, um pouquinho, é quentinho. Mas serei eu a ficar com a colcha e as lembranças quando voce cansar de brincar.
Eu te mostrei uns retalhos, voce me mostrou seu coração descosturado. E briga comigo quando minhas costuras afrouxam. Voce odeia minhas fraquezas. Mas me cuida. E é de um jeito que não me acostumo. É um cuidado de amor. O problema é que eu não conheço todos os tipos de amor pra saber onde encaixar o seu.
Só tenho coragem pra isso, sem descrever muito, sem deixar pistas, voce é esperto.
Eu fico ensaiando te contar uns segredos, sobre o espaço que voce ocupou, e desfaço a fantasia. Como aquela mulher, que tecia de dia e desfazia à noite.
Voce tece uma colcha com a gente, desde o princípio. Homens não tecem colchas, acreditava eu, mas veio voce e fez uma que é um espanto de bonita. Voce me emaranha nela, me enrola toda e fica rindo com esses olhos amadeirados. Eu sei que voce sabe e gosta que seja assim. Eu gosto também, um pouquinho, é quentinho. Mas serei eu a ficar com a colcha e as lembranças quando voce cansar de brincar.
Eu te mostrei uns retalhos, voce me mostrou seu coração descosturado. E briga comigo quando minhas costuras afrouxam. Voce odeia minhas fraquezas. Mas me cuida. E é de um jeito que não me acostumo. É um cuidado de amor. O problema é que eu não conheço todos os tipos de amor pra saber onde encaixar o seu.
Para Cris
Ontem ganhei
Flores
Borboletas
Fundo azul
Ganhei amor desenhado
beijos delicados
na face
de pessoas distantes
Em forma de abraço
ganhei carinho de infância
do jeito que eu gosto
Se pudesse
te dava em dobro
e meu amor é tamanho
mas nada
do que eu ofereça
tem o mesmo sabor e a quentura
da ternura que voce me ensinou.
Flores
Borboletas
Fundo azul
Ganhei amor desenhado
beijos delicados
na face
de pessoas distantes
Em forma de abraço
ganhei carinho de infância
do jeito que eu gosto
Se pudesse
te dava em dobro
e meu amor é tamanho
mas nada
do que eu ofereça
tem o mesmo sabor e a quentura
da ternura que voce me ensinou.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
insana flor do querer
Tivesse balões, eu escrevia bilhetes, cada parágrafo em um e ia soltando pelos ares para chegar em voce. Assim voce achava que era recado dos céus e guardava com o amor que eu queria pra mim.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Raios e trovões
Fica guardado. Bem quieto. Junta, junta, junta. Faz furo na barriga até explodir. Aí é bom, alivia e abre espaço. Mas nisso já atropelou muita gente. É uma nuvem radioativa, me faz viver cheia de trincas, trancas e inflamações. O processo inflamatório é a dificuldade de dar fluidez. O corpo inflama quando sente uma agressão, mas é um processo indiscrimidado, inflama com qualquer cisquinho.
Mexeu comigo, espero. Mexeu com os meus, devoro. Devoro com o olho e não faço digestão.
Bata na minha cara, me cuspa e humilhe, eu não sinto. Transpire ousadia de maldade perto de um ente, parente, amigo, fo-deu. Eu tenho a ira dos deuses e choro o choro dos antepassados. Eu aguentaria tortura, acho, mas não um objeto de amor sendo injustiçado.
É personalidade e cara de pau. Todo mundo pode mudar, eu não quero. Não neste aspecto. Quero a ira contra os adversários dos meus. Quero o amor bonito que posso dar e receber. A leveza eu não posso querer, não me cabe. Devo ser filha de tigre com leoa, bisneta de foca com touro. O áries trava guerras, o câncer alimenta as mágoas e lambe as feridas. Eu tenho nós e os amarro sempre mais e mais forte. Não é bonito, nem gostoso. Mas é meu e é assim que eu aprendi a viver. Fale e eu me retiro. E quem vê pensa que eu sou essa braveza toda!
Mexeu comigo, espero. Mexeu com os meus, devoro. Devoro com o olho e não faço digestão.
Bata na minha cara, me cuspa e humilhe, eu não sinto. Transpire ousadia de maldade perto de um ente, parente, amigo, fo-deu. Eu tenho a ira dos deuses e choro o choro dos antepassados. Eu aguentaria tortura, acho, mas não um objeto de amor sendo injustiçado.
É personalidade e cara de pau. Todo mundo pode mudar, eu não quero. Não neste aspecto. Quero a ira contra os adversários dos meus. Quero o amor bonito que posso dar e receber. A leveza eu não posso querer, não me cabe. Devo ser filha de tigre com leoa, bisneta de foca com touro. O áries trava guerras, o câncer alimenta as mágoas e lambe as feridas. Eu tenho nós e os amarro sempre mais e mais forte. Não é bonito, nem gostoso. Mas é meu e é assim que eu aprendi a viver. Fale e eu me retiro. E quem vê pensa que eu sou essa braveza toda!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
saidaqui
Essa necessidade de se esconder. Estou fugindo desde que nasci. Faz o quê com isso? Gente orgulhosa é feio, gente burra pior ainda.
Eu fazendo todo um discurso sobre não dar moral pras pessoas que se acham, vem uma amiga daquelas bem práticas e me ensina a lição que eu vivo tentando ensinar: "mas e seu coração? Voce pode achar o que quiser do outro, mas talvez seja bom dizer o que voce sente, só pra isso sair de voce e essa pessoa saber que é importante. É bom, depois a pessoa faz o que quiser com a vaidade dela, é dela mesmo!"
Vai cabaçona, vai se aprumar, vai ver se entende que a sua medida não tem que ser a vaidade de alguém, mas tem que ser suficiente pra não esbarrar na muralha da sua!
Eu fazendo todo um discurso sobre não dar moral pras pessoas que se acham, vem uma amiga daquelas bem práticas e me ensina a lição que eu vivo tentando ensinar: "mas e seu coração? Voce pode achar o que quiser do outro, mas talvez seja bom dizer o que voce sente, só pra isso sair de voce e essa pessoa saber que é importante. É bom, depois a pessoa faz o que quiser com a vaidade dela, é dela mesmo!"
Vai cabaçona, vai se aprumar, vai ver se entende que a sua medida não tem que ser a vaidade de alguém, mas tem que ser suficiente pra não esbarrar na muralha da sua!
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